Notícia


SBTMO inicia projeto em prol da Padronização da DRM em LLA pB

Atualizado em: 05/11/2019


A Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO), em parceria com a Amgen, deu início a um projeto pioneiro com base no protocolo do consórcio de universidades europeias, o  EuroFlow, que permitirá contribuir com a padronização da avaliação da Doença Residual Mínima (DRM) em pacientes com Leucemia Linfoblástica Aguda de linhagem B (LLApB).

Sob a coordenação da hematologista especialista em citometria de fluxo, Maura R. Valério Ikoma-Colturato, e dos hematologistas Nelson Hamerschlack, também presidente da SBTMO, e Belinda P. Simões, os citometristas e hematologistas clínicos participantes do projeto poderão compreender as dificuldades da avaliação da DRM em LLA e como a padronização dos processos laboratoriais podem minimizar as falhas de interpretações do exame, pela utilização de protocolo de alta sensibilidade e reprodutibilidade. Além disso, esta será uma oportunidade de fomentar discussões entre clínicos e profissionais de laboratório, para estabelecer critérios para avaliação de DRM e facilitar a comunicação entre esses dois segmentos de atenção ao paciente.

Para a Dra. Maura, o Projeto contribuirá com a uniformização da prática da DRM por citometria de fluxo no país, e possibilitará uma melhor avaliação da resposta nas fases críticas do tratamento, trazendo ainda maior segurança na indicação do transplante de medula óssea (TMO), por meio do monitoramento da carga tumoral da doença, e dentro desse contexto ainda; e como marcador precoce de uma possível recaída.

Segundo ela, além disso, será possível traçar um panorama de como tem sido praticada a DRM em LLA no Brasil, possibilitando criar rotas de padronização da avaliação da DRM em LLA.

Estudos bem consolidados demonstram que a LLA é a primeira neoplasia em que a avaliação da resposta precoce à terapia, pelo monitoramento da DRM, provou ser o fator mais importante para orientar as escolhas terapêuticas para a doença. Por meio desta tecnologia, consegue-se detectar uma célula leucêmica entre 10 milhões de células normais nas maioria  dos pacientes, o que, de acordo com Nelson Hamerschlack, é de extrema valia. O presidente da SBTMO explica que, visto que a LLA é um dos tipos considerados mais agressivos entre as leucemias, “quanto mais tivermos informações precisas sobre o comportamento da DRM no paciente, melhor será o desfecho deste indivíduo. Inclusive, no que cabe a determinar o momento em que devem ser introduzidos fármacos que podem eliminar a DRM positiva e reduzindo risco de recaídas pós-TMO. “

Para se ter ideia, estima-se que no Brasil dos 10.800 novos casos de leucemia registrados anualmente, 20% correspondam à LLA, conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA).

 Ao todo, 32 laboratórios de citometria de fluxo e 28 hematologistas de instituições que acompanham pacientes com LLA das diferentes regiões do País, integram a primeira etapa do Projeto, educacional, cuja 1a atividade será realizada no dia 9 de novembro, no RioCentro, das 8h às 18h.  

Denominado “Atividade conjunta ABHH & SBTMO: Treinamento de clínicos e a área de padronização da DRM em LLA objetivando a segura indicação de TMO”, o encontro será realizada em uma das salas do Hemo 2019, o Congresso da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), do qual a SBTMO é uma das instituições apoiadoras.

Além dos membros do Projeto, o evento será aberto a todos os interessados inscritos no Hemo, mediante a disponibilidade de vaga.

Acesse a programação completa aqui 

Próximos passos

Após a reunião seguiremos com a etapa educacional do Projeto, na sua próxima fase, de treinamento dos laboratórios. Os laboratórios e serviços de hematologia e transplante de medula óssea que já tenham em suas instituições o citometro de 8 cores seguirão para a próxima fase, que prevê a análise de amostras e dos resultados, com análise centralizada dos dados.

Os resultados obtidos pelo projeto serão divulgados por meio de publicações e apresentações em reuniões médico-científicas.   


Referências

Della Starza I, Chiaretti S, De Propris MS, et al. Minimal Residual Disease in Acute Lymphoblastic Leukemia: Technical and Clinical Advances. Front Oncol. 2019;9:726. Published 2019 Aug 7. doi:10.3389/fonc.2019.00726. Disponível em < https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6692455/. Acessado em 31 de outubro de 2019.

Tomas Kalina, Nadezda Brdickova, Hana Glier, Paula Fernandez, Marieke Bitter, Juan Flores-Montero, Jacques J.M. van Dongen, Alberto Orfao. Frequent issues and lessons learned from EuroFlow QA. Journal of Immunological Methods. 2018. 112520; ISSN 0022-1759. https://doi.org/10.1016/j.jim.2018.09.008. Disponível em http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0022175917301400> Acessado em 31 de outubro de 2019.

 

 



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